

Em comemoração aos 69 anos da extensão rural no Brasil, a Câmara dos Deputados realizou, na segunda-feira (4), uma sessão solene. Na ocasião, dois técnicos da Emater-DF foram homenageados em função de ações realizadas com agricultores: Maxmiliano Cardoso e Marcio Machado receberam uma placa de Extensionista Destaque 2017, junto com outros trabalhadores de todo o país. A sessão, proposta pelo deputado Zé Silva (SD-MG), contou com a participação de dezenas de representantes da extensão rural.
Segundo o engenheiro agrônomo Marcio Machado, do escritório da Emate-DF no núcleo rural Rio Preto (região administrativa de Planaltina), receber o prêmio é uma reafirmação da importância do trabalho. “A homenagem nos mostra que estamos no caminho certo”, opinou. Já o zootecnista Maxmiliano Cardoso, da Emater-DF no Pipiripau (também em Planaltina), entende que a premiação é um reconhecimento que fortalece o trabalho de equipe. “A extensão rural é um conjunto complexo de ações. Sozinhos, não conseguimos realizar nada”, avaliou.
O engenheiro agrônomo Cleison Medas Duval, da Emater-DF, também foi agraciado com a homenagem. Na ocasião, ele representou a Federação Nacional dos Trabalhadores da Assistência Técnica e Extensão Rural e do Setor Público Agrícola do Brasil (Faser).
Para o secretário de Agricultura, Argileu Martins, a extensão rural vive um novo desafio. “Temos que nos preparar para encarar a modernidade. Já superamos os estereótipos do atraso na zona rural, levando políticas públicas, informação, crédito e desenvolvimento às comunidades do campo. Hoje, comemoramos o surgimento de uma entidade de coordenação nacional”, observou o secretário, citando a Anater – Agência Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural, criada em 2016 para gerir recursos e políticas voltadas especialmente para a agricultura familiar. Durante a solenidade, Argileu recebeu do deputado Zé Silva um pedido da Frente Parlamentar Agropceuária para estudar, junto ao GDF, a possibilidade de implantar em Brasília o Museu Nacional da Extensão Rural.
O Brasil possui cerca de 30 mil trabalhadores na extensão rural — dos quais 16 mil são extensionistas, ou seja, trabalham diretamente com o agricultor. Cada estado possui uma instituição pública que presta esse serviço, definido pela lei 12.108 de 2010 como educação não formal, de caráter continuado, que promove processos de gestão, beneficiamento, produção e comercialização das atividades e serviços agropecuáris ou não, como extrativismo e artesanato. O serviço foi inaugurado no dia 6 de dezembro de 1948, com o início das atividades da antiga Associação de Crédito e Assistência Rural (Acar) em Minas Gerais. No Distrito Federal, a Emater-DF, que atua desde 1978, possui quase 300 servidores.
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